sábado, 3 de dezembro de 2011

Ondas e lágrimas


Passando pela beira do mar, sentindo a brisa em meu rosto. Olhando para a imensidão.
Caminhando em uma direção. O coração batia. Sensível e triste seguia.
Ao ver as ondas quebrando. Veio a mim um pensamento. “Queria que o mar levasse toda a dor que sinto no peito.” Sem agüentar mais a solidão, as lágrimas caíram dos meus olhos. Andei pela praia, não me importava com quem estivesse olhando e o que pensavam sobre mim.
Só sei que pelo menos uma gota de minha angustia se foi.
Mas o mar de desespero ainda continua.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Minhas ruínas

Nascido num berço de carinho. Não era rico. Tinha ao meu redor o calor dos braços que me esquentava. Sem medo.
Os ventos sopraram e o tempo foi voando em suas asas. E com tantas mudanças fui deixado de lado aos poucos. As mãos que me seguravam se soltaram, me largando machucado e ferido.
Só o que me restou foi às ruínas. Ruínas de um coração. Ruínas de um mundo destruído. O que passa por aqui é o vento frio da solidão. Os gritos e os lamentos se escutam como músicas que se repetem uma após a outra.
Escuto o choro e as batidas de quem hoje se sente só. Mas no seu coração tem a esperança de que isto vai terminar um dia.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Dia da morte

Entrei ali como se não houvesse mais escolha. Não queria voltar para o buraco de onde sai. Quão difícil foi sair. Por que voltar?
As coisas não deveriam ter sido daquele jeito. Fanatismo religioso não ajudou em nada.
Vida sem atenção. Página que viraria para a morte.
Assim que entrei no avião desejei que tudo tivesse sido melhor. Nada de dores, nem amarguras de sofrimento.
Logo quando o avião Decolou minha alma desejou o fim. Tão forte desejo. Que morri ali mesmo. Quem eu era não seria mais. Quem Já foi morreu.
Ao por os pés no chão pela segunda vez. Eu descobri o menino em mim já estavam morto e enterrado.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011