quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Minhas ruínas

Nascido num berço de carinho. Não era rico. Tinha ao meu redor o calor dos braços que me esquentava. Sem medo.
Os ventos sopraram e o tempo foi voando em suas asas. E com tantas mudanças fui deixado de lado aos poucos. As mãos que me seguravam se soltaram, me largando machucado e ferido.
Só o que me restou foi às ruínas. Ruínas de um coração. Ruínas de um mundo destruído. O que passa por aqui é o vento frio da solidão. Os gritos e os lamentos se escutam como músicas que se repetem uma após a outra.
Escuto o choro e as batidas de quem hoje se sente só. Mas no seu coração tem a esperança de que isto vai terminar um dia.

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